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Efeitos do aloenxerto esplênico no lipidograma de ratos não esplenectomizados: papel imunológico e metabólico do "baço duplo"

OBJETIVO:

Este estudo objetiva elucidar o papel do baço e do aloenxerto esplênico no controle lipídico e avaliar seu efeito no lipidograma de ratos.

MÉTODO:

Foram distribuídos aleatoriamente 32 ratos machos da linhagem Wistar em quatro grupos: grupo controle (1), grupo esplenectomia total (2), grupo esplenectomia e implante de aloenxerto (3) e grupo baço duplo (4). Cada grupo foi subdividido em dois subgrupos: A e B, com base na morte dos animais após 30 ou 120 dias de acompanhamento. Os procedimentos nos animais dos grupos 2, 3 e 4 foram feitos simultaneamente, sendo que os animais esplenectomizados, grupos 2 e 3, foram doadores, respectivamente, para os animais dos grupos 3 e 4. No grupo 4 preservou-se o baço dos animais e implantou-se outro baço oriundo dos ratos do grupo 3. A regeneração do tecido esplênico foi avaliada por análises macro e microscópicas dos enxertos e dos baço próprios, bem como dosagens de VLDL, HDL, LDL, colesterol total e triglicérides.

RESULTADOS:

O Grupo 4 apresentou, após 120 dias, níveis de LDL e colesterol total inferiores aos demais grupos. O Grupo 1 apresentou os níveis de lipidograma mais elevados.

CONCLUSÃO:

A técnica do baço duplo foi eficaz no controle do metabolismo lipídico, comprovando a função do baço como reserva de lipídios.

Baço; Esplenectomia; Transplante; Metabolismo dos lipídeos; Colesterol


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