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Fatores associados ao uso de preservativo em pessoas vivendo com HIV/AIDS

Resumo

Objetivo

Identificar o uso de preservativo em pessoas que vivem com HIV/AIDS atendidas em um Serviço de Assistência Especializado em DST/HIV/AIDS e associá-los a variáveis sociodemograficas e comportamentais.

Métodos

Estudo transversal, realizado com 300 pessoas vivendo com HIV/AIDS com idade entre 18 e 66 anos. O teste t Student foi utilizado para comparação entre os grupos. A associação entre o uso de preservativo e os fatores sociodemograficos e comportamentais foi verificada por meio dos testes de correlação de Pearson e medida seu efeito por meio da razão de chance.

Resultados

Observou-se que 79,3% dos participantes relataram o uso do preservativo nas relações sexuais. Os solteiros tinham menor chance de usarem o preservativo que os casados. E não revelar a sorologia HIV positiva para o parceiro, aumenta as chances de usar o preservativo.

Conclusão

O uso do preservativo é uma prática frequente entre as pessoas que vivem com HIV/AIDS, mesmo quando não revelam a sorologia positiva aos parceiros, porém uma parcela significativa de pessoas solteiras têm práticas sexuais desprotegidas.

Preservativo; HIV soropositivo; Comportamento sexual; Parceiros sexuais; Sexo sem proteção; Sexo seguro

Abstract

Objective

Identify condom use in people living with HIV/AIS attended at a Specialized Care Service in STD/HIV/AIDS and associate it with sociodemographic and behavioral variables.

Methods

Cross-sectional study, involving 300 people living with HIV/AIDS between 18 and 66 years of age. Student’s t-test was used for intergroup comparison. The association between condom use and the sociodemographic and behavioral factors was verified using Pearson’s correlation tests and its effect was measured through the odds ratio.

Results

It was observed that 79.3% of the participants reported using condoms in sexual relations. Single people had less chance of using condoms than married women. And not revealing the HIV positive status to the partner increases the chances of using the condom.

Conclusion

Condom use is frequent among people living with HIV/AIDS, even when they do not reveal the positive serum status to their partners, but a significant part of the single people have unprotected sexual practices.

Condom; HIV seropositivity; Sexual behavior; Sexual partners; Unsafe sex; Safe sex

Introdução

Estima-se que, atualmente, cerca de 34 milhões de indivíduos em todo mundo estejam infectados pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), que é responsável pelo desenvolvimento da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), doença de caráter pandêmico, considerada um grave problema de saúde pública.(11. Joint United Nations Programme on HIV/AIDS. Global report: UNAIDS report on the global AIDS epidemic 2010. Geneva: Joint United Nations Programme on HIV/AIDS. 2010. p.16-61.)

O uso do preservativo em pessoas vivendo com HIV/AIDS reduz o risco de transmissão do vírus e também de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis, além da redução da superinfecção com espécimes virais diferentes, contribuindo para prevenção das formas mais graves e resistentes da doença.(22. Allen C, Mbonye M, Seeley J, Birungi J, Wolff B, Coutinho A, Jaffar S. ABC for people with HIV: responses to sexual behavior recommendations among people receiving antiretroviral therapy in Jinja, Uganda. Cult Health Sex. 2011; 13(5):529-43.,33. Kalichman SC1, Di Berto G, Eaton L.Human immunodeficiency virus viral load in blood plasma and semen: review and implications of empirical findings. Sex Transm Dis. 2008; 35(1):55-60.)

As pessoas que vivem com HIV/AIDS têm apresentado salutar melhora na qualidade e expectativa de vida, em decorrência do advento da terapia antirretroviral e da acessibilidade ao tratamento,(44. Granich R, Crowley S, Vitoria M, Smyth C, Kahn JG, Bennett R, et al. Highly active antiretroviral treatment as prevention of HIV transmission: review of scientific evidence and update. Curr Opin HIV AIDS. 2010; 5:298-304.) em contrapartida alguns estudos mostram que o risco de se praticar sexo sem preservativo tem aumentado em pacientes que estão em uso de antirretrovirais, devido ao controle da carga viral e aumento da imunidade que levam a ausência de sintomas e melhora da qualidade de vida desses pacientes, desencorajando as práticas sexuais seguras.(44. Granich R, Crowley S, Vitoria M, Smyth C, Kahn JG, Bennett R, et al. Highly active antiretroviral treatment as prevention of HIV transmission: review of scientific evidence and update. Curr Opin HIV AIDS. 2010; 5:298-304.,55. Joseph HA, Flores SA, Parsons JT, Purcell DW. Beliefs about transmission risk and vulnerability, treatment adherence, and sexual risk behavior among a sample of HIV-positive men who have sex with men. AIDS Care. 2010; 22(1):29-39.)

Diversos fatores sociodemograficos e comportamentais estão envolvidos na prática de sexo sem o preservativo em pacientes com HIV/AIDS e varia em diferentes regiões do mundo, dentre eles, sexo, idade, escolaridade, estado civil, falta de percepção da gravidade da doença devido à ausência de sintomas, sorologia do parceiro, dificuldade de negociar o uso do preservativo e parceiros fixo ou casual.(66. Noar SM. Behavioral interventions to reduce HIV related sexual risk behavior: review and synthesis of meta-analytic evidence. AIDS Behav. 2008; 12(3): 335-53.,77. Laisaar KT, Raag M, Rosenthal M, Uusküla A. Behavioral interventions to reduce sexual risk behavior in adults with HIV/AIDS receiving HIV Care: A systematic review. AIDS Patient Care STDS. 2015; 29(5):288-98.) O que ressalta a responsabilidade dos serviços de saúde em acompanhar de forma integral e efetiva essa clientela, com enfoque na prevenção da transmissão e complicações decorrentes da AIDS.

Portanto, compreender os fatores que estimulam as práticas sexuais seguras, como o uso do preservativo em pessoas que vivem com HIV/AIDS, permitirá o desenvolvimento de ações concretas e contextualizadas junto a essa clientela, com fortes implicações na execução de medidas preventivas e de condutas adequadas no controle dessa infecção.

Assim, este estudo teve como objetivo identificar o uso de preservativo em pessoas que vivem com HIV/AIDS atendidas em um Serviço de Assistência Especializado em DST/HIV/AIDS e associá-los a variáveis sociodemograficas e comportamentais.

Métodos

Trata-se de estudo transversal que foi realizado em um Serviço de Assistência Especializado no atendimento ao paciente com HIV/AIDS, que no período do estudo acompanhava 1020 pessoas que vivem com HIV/AIDS, situado no nordeste do Brasil. O cálculo da amostra foi realizado por uma fórmula para população infinita. Adotou-se uma prevalência de 50% por proporcionar um tamanho amostral máximo, um nível de significância de α=0,05 e um erro amostral absoluto de 4%. Para atenuar possíveis perdas, o tamanho da amostra foi acrescido em 10% (n=300 pessoas vivendo com HIV/AIDS).

A seleção dos participantes foi realizada aleatoriamente, obedecendo aos critérios de elegibilidade estabelecidos. Os critérios de inclusão foram: pacientes com 18 anos ou mais, portadores do vírus HIV e cadastrados no Serviço de Assistência Especializada em DST/HIV/AIDS. Os critérios de exclusão foram: pacientes com déficit cognitivo, déficit de comunicação ou gravemente doente.

O instrumento utilizado para coleta de dados foi um questionário semiestruturado envolvendo as características sociodemograficas (sexo, etnia, idade, escolaridade, renda, ocupação, estado civil, religião) e características comportamentais relacionadas às práticas sexuais (relação sexual nos últimos três meses, uso do preservativo nos últimos três meses, dificuldade de negociar com o parceiro o uso do preservativo, revelação da sorologia de HIV para o parceiro, mudança no desejo sexual após sorologia, uso da terapia antirretroviral, conhecimento sobre reinfecção). Antes da efetiva coleta de dados, o questionário foi pré-testado em 10 participantes. Depois do pré-teste, algumas perguntas foram revistas, e posteriormente, a coleta de dados foi realizada.

Para a coleta de dados foi realizado um treinamento de 30 horas com os pesquisadores de campo. A coleta de dados foi realizada no período de novembro de 2013 a fevereiro de 2014, em salas privativas do Centro Municipal de Referência em DST/HIV/AIDS. O recrutamento dos pacientes foi realizado nas salas de espera das consultas médicas e de enfermagem, após os esclarecimentos sobre os objetivos e a metodologia da pesquisa.

Elegeram-se como variável de desfecho: o uso de preservativo (uso do preservativo em todas as relações sexuais, seja elas vaginais, anais, orais nos últimos três meses) e variável independente os fatores sociodemograficos e comportamentos sobre a prática sexual.

O processamento dos dados e a analise estatística foram realizados por meio do programa Statistical Package for the Social Science®, versão 22.0. As variáveis quantitativas foram apresentadas por meio de estatística descritiva (media e desvio padrão) e as qualitativas por meio de proporção e intervalo de confiança 95%. Primeiramente foi aplicado o teste deKolmogorov-Smirnov para avaliar a normalidade das variáveis quantitativas. Para analisar diferença entre as medias, utilizou-se teste t Student para amostras independentes e, para verificar associação entre as variáveis, foi aplicado o teste qui quadrado de Pearson e medido seu efeito por meio da razão de chance, considerando nível de significância de p<0,05.

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

Resultados

Foram avaliadas 300 pessoas vivendo com HIV/AIDS, com predomínio do sexo feminino (53,3%), a idade variou entre 18 e 66 anos, com média de idade de 37,1 (desvio padrão de 8,78), 80,3% eram pardos ou negros, 65% estudaram menos de dez anos, 75,3% com renda mensal de menos de um salário mínimo ($ 1851,41), 92,3% tinham ocupação, 52% eram solteiros, 93% tinham religião.

Nesse estudo, a maioria das mulheres trabalhavam fora do lar (p= 0,02), eram casadas (p= 0,03) e relataram ter dificuldade em negociar o uso da camisinha com seus parceiros (p= 0,002). Não houve associação entre sexo e idade com o uso de preservativo, como pode ser observado na tabela 1.

Tabela 1
Distribuição dos fatores sociodemograficos e comportamentais da prática sexual em pessoas vivendo com HIV/AIDS

Observou-se que 79,3% das pessoas vivendo com HIV/AIDS relataram o uso do preservativo nas relações sexuais dos últimos três meses, essa pratica predominou entre as mulheres (51,3%), maiores de trinta anos (75,3%), pardos ou negros (78,9%), estudaram menos de dez anos (64,2%), trabalhavam fora de casa (91,5%), com renda mensal menor que um salario mínimo (75,6%), casados (50,9%), com religião (92,4%).

Em relação à prática de sexo seguro com o uso do preservativo e os fatores sociodemograficos, constatou-se que os solteiros tinham menor chance de usarem o preservativo que os casados (p=0,05; razão de chance=0,89), associação estatisticamente significante (Tabela 2).

Tabela 2
Associação dos fatores sociodemograficos com o uso de preservativo em pessoas vivendo com HIV/AIDS

Das 79,3% pessoas vivendo com HIV/AIDS que relataram práticas sexuais seguras com o uso do preservativo, 33,9% não usaram o preservativo por não ter realizado a pratica sexual nos últimos três meses, 84,1% relataram não terem dificuldades em negociar o uso do preservativo, 72,3% não revelam a sorologia HIV positiva para os parceiros casuais, 82,3% revelam a sorologia HIV positiva para os parceiros fixos, 99,5% não revela a sorologia, porém usa o preservativo, 82,3% tem conhecimento sobre a reinfecção, 67,3% não tiveram mudança no desejo sexual após diagnostico HIV positivo e 85,2% estão em uso de antirretrovirais.

Em relação aos fatores comportamentais da prática sexual, observou-se que a pratica sexual dos últimos três meses têm seis vezes mais chances de serem realizadas com o uso do preservativo (p<0,0001; razão de chance = 6,80) e não revelar a sorologia HIV positiva para o parceiro, aumenta em duas vezes mais as chances de usar o preservativo (p= 0,04; razão de chance= 2,39) (Tabela 3).

Tabela 3
Associação dos fatores comportamentais da prática sexual com o uso de preservativo em pessoas vivendo com HIV/AIDS

Discussão

O estudo buscou identificar os principais fatores que estão relacionados com a prática sexual segura através do uso do preservativo em pacientes que vivem com HIV/AIDS. Evidenciou-se que o uso do preservativo foi uma prática frequente na maioria dos participantes do estudo, porém 20,7% ainda relatam práticas sexuais sem o uso do preservativo.

Os achados do presente estudo são quase os mesmos em relação a outro estudo transversal realizado na região Sul do Brasil, onde a prevalência da prática sexual sem preservativo foi de 25,3%,(88. Cardoso LD, Malbergier A. Who is not using condoms among HIV-positive patients in treatment in the largest city in Brazil? AIDS Care. 2015; 27(5):629-36.)semelhante à encontrada na maioria dos estudos com pessoas vivendo com HIV/AIDS em cidades da Itália,(99. Camoni L, Dal Conte I, Regine V, Colucci A, Chiriotto M, Vullo V, et al. Sexual behaviour reported by a sample of Italian MSM before and after HIV diagnosis. Ann Ist Super Sanita. 2011; 47(2):214-9.) Sul da China,(1010. Wang XB, Tucker JD, Yang L, Zheng H, Zhang F, Cohen MS, et al. Unsafe sex and sti prevalence among hiv-infected adults in Guangzhou, China: Opportunities to Deamplify Sexual HIV Transmission. AIDS Behav. 2013; 17(3):1137-43.) países Africanos(1111. Ayiga N. Rates and predictors of consistent condom-use by people living with HIV/AIDS on antiretroviral treatment in Ugand. J Health Popul Nutr. 2012; 30(3):270-280.,1212. Engedashet E, Worku A, Tesfaye G. Unprotected sexual practice and associated factors among people living with hiv at ante retroviral therapy clinics in Debrezeit Town, Ethiopia: a cross sectional study. Reproduct Health. 2014; 11:56.) e menores do que o encontrado na Argentina,(1313. Valverde EE, Cassetti I, Metsch LR, Bugarin G, Bofill L, Laurido M, et al. Sex risk practices among HIV-positive individuals in Buenos Aires, Argentina. Aids Patient Care STDS. 2009, 23(7):551-6.) Estados Unidos.(1414. Quirk CC, Pals SL, Colfax G, McKirnan D, Gooden L, Eroglu D. Factors associated with sexual risk behavior among persons living with HIV: gender and sexual identity group differences. AIDS Behav. 2008; 12(5):685-94.)

Entre as pessoas que vivem com HIV/AIDS estudadas, observou-se que o sexo feminino estava associado com o trabalho fora de casa, serem casadas e relatarem dificuldade em negociar o uso do preservativo com os parceiros. Esses dados evidenciam a crescente participação da mulher no mercado de trabalho que garantem sua definitiva inserção na esfera pública nas últimas décadas, porém apesar da sua emancipação profissional as questões familiares e sexuais das mulheres ainda estão pautadas na submissão ao sexo masculino.(1515. Bilac ED. Trabalho e família articulações possíveis. Tempo Social. 2014; 26(1):129-45.)

Estudo brasileiro com 2780 mulheres mostrou que elas estão mais vulneráveis a práticas sexuais desprotegidas, devido às dificuldades em negociar o uso do preservativo com o parceiro, uma vez que estão atreladas a fatores culturais machistas e por temer a violência masculina dos seus parceiros íntimos.(1616. Barros C, Schraiber LB, França-Junior I. Association between intimate partner violence against women and HIV infection. Rev Saúde Pública. 2011; 45(2):365-72.) Portanto, uma assistência integral a essas mulheres com a compreensão de todas as suas vulnerabilidades e convite aos parceiros sexuais a participar do serviço de saúde, são necessárias para que o casal compreenda a dimensão da sua sexualidade e da infecção pelo HIV, tornado sujeitos protagonistas do autocuidado de forma a promover práticas sexuais prazerosas e protegidas e promovendo melhor qualidade de vida a essa clientela.

O presente estudo evidenciou que os solteiros apresentavam menor chance de usar o preservativo que os casados, semelhante a um estudo realizado na Etiópia com pessoas vivendo com HIV/AIDS, onde os solteiros tinham quatro vezes mais chances de envolver-se em praticas sexuais sem preservativo que os casados(1212. Engedashet E, Worku A, Tesfaye G. Unprotected sexual practice and associated factors among people living with hiv at ante retroviral therapy clinics in Debrezeit Town, Ethiopia: a cross sectional study. Reproduct Health. 2014; 11:56.) e diferente do estudo realizado por Anand et al.,(1717. Anand A, Shiraishi RW, Bunnell RE, Jacobs K, Solehdin N, et al. Knowledge of HIV status, sexual risk behaviors and contraceptive need among peopleliving with HIV in Kenya and Malawi. AIDS. 2009; 23(12):1565-73.) onde os casados devido a maior confiança entre os cônjuges aventuram-se em praticas sexuais sem o uso do preservativo.

Diante disso, destaca-se a relevante contribuição da equipe multidisciplinar que atua na orientação e cuidado a pessoa vivendo com HIV/AIDS, uma vez que no presente estudo a maioria dos participantes relataram o uso do preservativo e conhecimento sobre a reinfecção. Porém ações preventivas precisam ser reforçadas para os solteiros que ainda estão envolvidos em praticas sexuais de risco (sem o uso do preservativo), a fim de evitar a reinfecção e reduzir os potenciais riscos para transmissão do vírus HIV.

O estudo mostrou que a prática sexual nos últimos três meses tinha mais chance de ser realizada com o uso do preservativo, mesmo quando não se revela a sorologia HIV positiva aos parceiros, fato que sugere a estigmatização e potencial excludente que a infeção por HIV/AIDS ainda gera na sociedade. E contrasta com estudo de Engedashet et al.,(1212. Engedashet E, Worku A, Tesfaye G. Unprotected sexual practice and associated factors among people living with hiv at ante retroviral therapy clinics in Debrezeit Town, Ethiopia: a cross sectional study. Reproduct Health. 2014; 11:56.) em que as pessoas que não revelavam a sua condição sorológica tinham maior chance de não usarem o preservativo.

Durante o desenvolvimento deste trabalho, deparou-se com limitações como, possui amostra oriunda de um único serviço, dessa forma a generalização dos resultados em relação à população geral fica prejudicada. Por ser um estudo transversal não foi possível o acompanhamento dos participantes do estudo em relação suas práticas sexuais. A avaliação foi feita apenas por auto-relato e não houve outra medida de confiabilidade do relato. Por fim, o viés de lembrança, uma vez que foram investigadas as práticas sexuais nos últimos três meses.

Portanto, mesmo com limitações supracitadas o resultado do presente estudo torna-se relevante uma vez que contribui para qualidade da assistência prestada as pessoas vivendo com HIV/AIDS e na elaboração de programas de prevenção adequados para as necessidades dessa clientela.

Dessa forma, o desenvolvimento de pesquisas similares em diferentes regiões geográficas, com diferentes abordagens metodológicas é importante para subsidiar o trabalho dos profissionais de saúde, na detecção de possíveis comportamentos de risco e planejar estratégias de prevenção e controle adequadas para essa clientela.

Conclusão

O estudo mostra que a maioria das pessoas vivendo com HIV/AIDS fazem o uso do preservativo, mesmo quando não revelam sua sorologia HIV positiva para seus parceiros. Porém, ainda há uma parcela significativa de pessoas solteiras que têm práticas sexuais desprotegidas. As mulheres apesar de terem sua emancipação profissional e em sua maioria casadas, ainda possuem dificuldade de negociar o uso do preservativo com seus parceiros sexuais.

Agradecimentos

Os autores agradecem à Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) por seu apoio no desenvolvimento da pesquisa.

Referências

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Nov-Dec 2015

Histórico

  • Recebido
    23 Jul 2015
  • Aceito
    4 Set 2015
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