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Bactérias resistentes a antibióticos inibidas por extratos e frações de esponjas marinhas do Brasil

O número crescente de bactérias resistentes aos antibióticos tem se tornado um sério problema médico nos últimos anos. As esponjas marinhas são uma fonte rica em compostos bioativos e muitas espécies podem ser úteis para o desenvolvimento de novos antimicrobianos. Esse estudo descreve uma triagem in vitro de esponjas para a pesquisa de novas substâncias contra bactérias resistentes. Os extratos de esponjas foram testados sobre 44 estirpes bacterianas, incluindo quatorze resistentes a antibióticos. Dez entre doze espécies de esponjas apresentaram atividade em um ou mais bioensaios. Os extratos aquosos de Cinachyrella sp. e Petromica citrina apresentaram um amplo espectro de ação sobre estirpes bacterianas resistentes, tais como, Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase-negativos e Enterococcus faecalis. O extrato aquoso de P. citrina foi fracionado e a fração aquosa apresentou atividade inibitória sobre estirpes de Staphylococcus. Esta fração, na concentração do CMI (16 µg/mL), demonstrou efeito bactericida sobre células de S. aureus na fase exponencial de crescimento. O mecanismo de ação da fração ainda não foi elucidado, mas nós observamos que esta afeta a síntese protéica de Staphylococcus. Nossos resultados demonstraram pela primeira vez que Petromica citrina é uma fonte potencial de novas drogas para o tratamento de infecções causadas por bactérias resistentes.

atividade antibacteriana; bactéria resistente a antibióticos; esponjas marinhas; Petromica citrina


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